SINDARE - Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Estado do Tocantins
12/01/2011 - 11h09m

Secretário do Planejamento, Eduardo Siqueira defende alterações na LDO e fala em “superestimaç

 

 

“Não estamos cortando recursos, porque este dinheiro simplesmente não existe. Trata-se de uma receita superestimada, que o Estado não conseguirá arrecadar. Vamos trabalhar com a realidade”, explicou o secretário do Planejamento e da Modernização da Gestão Pública, Eduardo Siqueira Campos, nesta terça-feira, 11, em entrevista coletiva sobre as alterações na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2011.

O projeto de lei que propõe alterações na LDO está em tramitação na Assembleia Legislativa. “Essas adequações são necessárias para que o Estado possa honrar seus compromissos, como contrapartidas em convênios com o Banco Mundial, e pagamento de fornecedores e ações do Governo, como os Pioneiros Mirins”, afirmou o secretário.

Tais alterações propostas pelo Governo do Estado têm a finalidade de eliminar a superestimativa de receita, adequando o Estado à realidade do que foi arrecadado nos últimos anos, e garantir os investimentos necessários à população, conforme informou o secretário.

Segundo as novas tabelas de repasses aos outros poderes, o Governo manteve aumentos reais para a Assembleia Legislativa – de 5,65%, Tribunal de Justiça – 21,8% e Defensoria Pública, que obteve aumento de 130,42% em seu orçamento para este ano, em relação a 2010. Eduardo Siqueira garantiu também que tanto o Tribunal de Contas do Estado, quanto o Ministério Público não terão seus orçamentos prejudicados.

Constitucional
Também presente na coletiva, a gestora da Seplan Vanda Paiva explicou que as alegações veiculadas na imprensa, de que a alteração na LDO seria inconstitucional, não têm fundamento. “A própria administração anterior efetuou alterações na LDO, para aumentar os repasses aos poderes, como mostra o Diário Oficial do Estado, do dia 25 de outubro de 2010”, afirmou.

Segundo Vanda, a Lei de Responsabilidade Fiscal é muito clara em relação ao Orçamento. “Em seu artigo 1º, a LRF diz que o Orçamento precisa ser equilibrado, e é exatamente isto que o Governo está propondo na Assembleia”, finalizou.
(Da Secom)

 

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