SINDARE - Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Estado do Tocantins
26/07/2011 - 10h59m

Ministro descarta bolha no setor habitacional e garante inflação sob controle

 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou, nesta terça-feira (26/7), que o Brasil continuará crescendo em torno de 5% até 2015, apesar das crises vividas atualmente por países avançados, como os Estados Unidos e os da Europa.

 

Ao apresentar um panorama da economia durante Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio do Planalto, o ministro voltou a afirmar que o Brasil é um dos países com melhores condições de enfrentar as consequências da situação internacional.

 

“A estagnação dos avançados atrapalham os emergentes, mas não a ponto de impedir que eles continuem o crescimento”, enfatizou o ministro. Segundo ele, apesar da conjuntura atual, o crescimento continua sustentável no Brasil e solidez nas contas públicas e o forte mercado interno dão condições para que a economia brasileira não seja afetada. 

 

Segundo Mantega, o crescimento de 4,5%, previsto para 2011, é “perfeitamente sustentável” e contraria analistas que afirmam que a economia brasileira está superaquecida. “Pouco tempo atrás, a crítica era de que o governo não ia conseguir fazer o [superávit] primário, isso ninguém mais fala, porque estamos fazendo. Agora sempre tem que ter algum assunto para polemizar”, declarou.

O ministro da Fazenda também descartou uma bolha habitacional no país. Ele afirmou que a alta de preços no setor, após 20 anos de estagnação, é natural, e reflete o estímulo dado pelo governo, como a criação do programa Minha Casa Minha Vida.

Ele destacou a ascensão dos investimentos no Brasil como fator importante para o crescimento de qualidade. “É muito importante que, mesmo que tenhamos reduzido um pouco o ímpeto do consumo, o investimento no país se mantenha forte”, observou. Mantega informou que, em 2011, os investimentos devem aumentar 10%, com volume estimado em R$ 700 bilhões, ou 19% do PIB.

Segundo o ministro, a economia brasileira já se ajustou ao período pós-crise. Ele destacou que já foram revertidos os estímulos econômicos e o país está caminhando para o fortalecimento fiscal, com redução do déficit nominal. “O Brasil é um dos países com melhor desempenho fiscal do mundo”, enfatizou.

Ao falar da inflação, Mantega reiterou que o combate à alta de preços continua sendo prioridade para o governo. "O governo não economizou esforços para manter a inflação sob controle, tomamos várias medidas. E nós vamos mais uma vez cumprir os limites do regime de metas de inflação", completou o ministro.  

 

O ministro reforçou que governo continuará vigilante e salientou que o combate à inflação, embora “implacável’, não chegou ao ponto de derrubar a economia brasileira. “Estamos conseguindo uma compatibilização, viabilizando a continuação do crescimento com todas as suas benesses para o país”, afirmou.

Desafios

Além da redução da pobreza, do avanço na educação e dos investimentos para infraestrutura, a reformulação no sistema tributário é um dos grandes desafios para a economia brasileira, na visão do ministro da Fazenda. “Essa agenda é prioritária, temos que continuar simplificando e desonerando a economia”, enfatizou. Ele lembrou que o governo vem trabalhando no âmbito do ICMS, na desoneração da folha de pagamento e no Simples.

 

A intensificação da defesa comercial também está entre as preocupações do governo, em especial, a concorrência desleal no setor de manufaturados. “Essa situação internacional acirrou a competição nessa área e, portanto, isso leva a uma prática recriminável,principalmente, para quem tem mercado, como nós”, ressaltou.

 

  Mantega voltou a dizer que o governo está atento às variações no câmbio e que serão tomadas as medidas necessárias para evitar a valorização excessiva da moeda brasileira."Não vamos deixar a guerra cambial nos derrotar", enfatizou.

Impasse norte-americano

 

Na opinião do ministro, a crise financeira não terminou nos países avançados. “Ela apenas mudou de fase, deixou de ser uma crise financeira privada, dos bancos, e passou a ser uma crise da dívida soberana”, afirmou. A solução dessa crise não é simples e deverá se arrastar ainda por vários anos, trazendo conseqüências para os países emergentes.

 

 Mantega voltou a se mostrar confiante em uma solução para o impasse da elevação do teto da dívida norte-americana, enfatizando que um default seria ruim para todo o mundo. “Acredito em uma  solução, mas confesso minha apreensão pelo rumo que as coisas estão tomando, espero que haja sensatez ao final desta semana”. O prazo para a definição do aumento do limite máximo do seu endividamento termina no dia 2 de agosto.

O ministro também disse acreditar que o problema da União Europeia pode ser equacionado e o que pacote de ajuda à Grécia é “factível’. Mantega declarou que, mesmo com esse apoio, o problema europeu deve durar mais dois ou três anos, até que sejam retomados os antigos patamares de crescimento. 

Com informações: site Ministério da Fazenda   

 

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