SINDARE - Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Estado do Tocantins
24/05/2011 - 08h21m

Este ano, até 29 de maio, brasileiro terá trabalhado só para pagar imposto

 
 

O brasileiro terá de trabalhar 149 dias este ano apenas para pagar os tributos (impostos, taxas e contribuições) cobrados pelos governos federal, estadual e municipal. Isso significa que tudo que o contribuinte tenha recebido entre 1º de janeiro e o próximo domingo, dia 29, terá servido exclusivamente para quitar impostos. É o que mostra estudo divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Intitulado "Os dias trabalhados para pagar tributos - 2011", o estudo considera toda a tributação incidente sobre os rendimentos, como salários e honorários, em que destacam-se o Imposto de Renda e as contribuições previdenciária (INSS) e sindicais.

No cálculo, entram também taxas de lixo e iluminação


"Em 2011 o contribuinte trabalhará quatro meses e 29 dias só para pagar impostos, um dia a mais do que no ano passado", observa, no estudo, João Eloi Olenike, presidente do IBPT. No cálculo da fatia que os tributos comem da renda dos cidadãos, o estudo contabiliza ainda impostos embutidos nos preços de produtos e serviços, como o PIS, ICMS e IPI, a tributação de patrimônio (IPTU, IPVA e ITBI, entre outros), além de taxas como limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos e iluminação pública.

Realizado desde 2003, o estudo do IBPT mostra também que o comprometimento da renda para pagar tributos não para de crescer no Brasil. Naquele ano, o brasileiro destinou 36,98% do seu rendimento bruto para este fim. Em 2006, a mordida tributária avançara para 39,72%, bateu em 40% no ano seguinte e chegou a 40,82% este ano.

Valendo-se da mesma metodologia, o IBPT repetiu o cálculo dos dias gastos por cidadãos de outros países para pagar tributos, que resultou num ranking. No topo, aparece a Suécia, com 185 dias, seguida de França e Brasil, ambos com 149 dias. Na Espanha, os tributos consomem 137 dias anuais de trabalho, nos Estados Unidos, 102, na Argentina 97, no Chile, 92, e no México, 91.

O estudo destaca ainda que, no caso do Brasil, a qualidade dos serviços públicos segue descolada do progressivo aumento da carga tributária. "Enquanto é costumeira a notícia de recordes sucessivos de arrecadação de impostos, o brasileiro convive com problemas na saúde pública, educação deficiente, falta de segurança pública e infraestrutura caótica", diz Olenike.

Com informações: FENAFISCO

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