SINDARE - Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Estado do Tocantins
27/06/2011 - 11h10m

Dívida Pública

 

O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) apresentou crescimento de 0,67% em maio em comparação com o mês de abril. O valor passou de R$ 1,734 trilhão para R$ 1,746 trilhão. As emissões da DPF foram de R$ 42,36 bilhões e os resgates de, aproximadamente, R$ 49,89 bilhões, o que resulta num resgate líquido de R$ 7,52 bilhões.

Segundo o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido, no período houve redução das taxas dos títulos pré-fixados e isso foi fortalecido pelo movimento de melhor controle da inflação. “É natural que neste processo de fim do ciclo de alta da taxa de juros, a demanda por estes títulos aumente. Com esse aumento, verificamos também uma redução das taxas nesses papéis”, afirmou.

Na Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi), as emissões de títulos alcançaram R$ 42,27 bilhões, sendo R$ 25,12 (59,42%) em títulos com remuneração prefixada, R$ 9,86 bilhões (23,33%) em títulos remunerados por índices de preços e R$ 7,29 bilhões (17,25%) em títulos indexados à taxa flutuante. O total de resgates da DPMFi foi de R$ 48,42 bilhões, sendo R$ 44,4 bilhões referentes ao vencimentos do mês, dos quais R$ 43,88 bilhões relativos à NTN-B.

As emissões diretas de títulos da DPMFi totalizaram R$ 1,01 bilhão. Perguntado pelos jornalistas sobre a última emissão realizada pelo Tesouro ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no último dia 14 de junho, Garrido lembrou que o total emitido foi de R$ 29,9 bilhões, autorizado pela portaria Nº 395 publicada no Diário Oficial do dia 16 de junho que autorizou a emissão de títulos ao Banco.

Composição – A parcela de títulos com remuneração prefixada da DPF aumentou de 34,81% em abril para 36,38% em maio e os títulos indexados a índices de preços passou de 28,54% para 26,67%. Já os títulos remunerados pela taxa flutuante (LFTs) tiveram aumento de 32,13% para 32,50%.

Como demonstra o relatório, o percentual de prefixados alcançou as bandas do Programa Anual de Financiamento - PAF (mínimo de 36% e máximo de 40%).

Detentores – O percentual de participação de não-residentes na DPFMi apresentou crescimento, passando de 11,29% em abril para 11,45% em maio. Garrido observou que o país passa por um momento atrativo em relação aos investimentos. “O mercado enxerga que o Brasil é um destino seguro”, disse. Ontem, segunda-feira (20/06), a agência Moody´s elevou a classificação de Risco do Brasil de Baa3 para Baa2. A mudança significa que os investidores estão mais confiantes em receber o capital aplicado de volta.

Perfil e Custo – Os vencimentos da DPF para os próximos 12 meses apresentaram redução, passando de 23,2% em abril para 21,2% em maio. O custo médio acumulado nos últimos 12 meses diminuiu 0,06 p.p., passando de 11,89% a.a. em abril para 11,83% a.a. em maio. Já o custo médio da DPMFi apresentou elevação de 12,24% a.a. em abril para 12,30% a.a. em maio.

Tesouro Direto – As emissões do programa em maio atingiram recorde R$ 360,91 milhões, batendo o resultado de janeiro deste ano, quando foi registrado R$ 360 milhões. Em relação ao número de investidores, o programa acumulou 245.994 participantes, sendo 10.088 cadastrados em maio. Segundo Garrido, o recorde de vendas do Programa é devido ao grande volume de vencimentos dos títulos em maio.

Com informações: site Ministério da Fazenda

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