SINDARE - Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Estado do Tocantins
27/05/2013 - 18h28m

Bancos públicos devem desacelerar oferta de crédito, dizem analistas

 
Os bancos públicos devem ficar mais seletivos na concessão de crédito no restante deste ano, o que reduzirá a pressão sobre os bancos privados para baixar juros, preveem analistas do setor.

Por isso, os bancos privados devem aumentar a concessão de crédito, embora de forma moderada, previram os analistas do Bank of America Merrill Lynch e da Ativa Corretora.

"Esperamos que a pressão sobre os spreads (ganhos dos bancos com empréstimos) seja reduzida em 2013, à medida que os bancos públicos reduzam sua agressividade na oferta de crédito", disseram os analistas do Bank of America.

Para os analistas da Ativa, esse cenário decorre da reversão de tendência da Selic --que subiu em abril após meses na mínima recorde de 7,25%-- e da expectativa de maior moderação dos bancos estatais.

Desde o ano passado, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil (BBAS3) lançaram uma política agressiva de redução de juros e avançaram no crédito para pessoas físicas e empresas.

A pesquisa mensal de crédito divulgada pelo Banco Central na sexta-feira apontou que as instituições estatais atingiram participação de 49,2% no total de crédito concedido pelo sistema financeiro em abril, ante 44,4% no mesmo período de 2012.

Nos últimos doze meses, a concessão de crédito pelos bancos públicos cresceu 29,1%, enquanto a dos bancos privados teve alta de 6,2%.

Apesar da expectativa de reversão, os analistas preveem que a expansão do crédito dos bancos privados deve ficar abaixo ou na base dos guidances divulgados pelas próprias instituições.

Segundo o Bank of America Merrill Lynch, deve haver um avanço nos financiamentos, mas depois de quatro meses fracos, existem "riscos crescentes" de que as expectativas de 11% a 17% de crescimento no crédito para 2013 não sejam atingidos.

Em relatório do Goldman Sachs, divulgado nesta sexta-feira, os analistas afirmam que o avanço no crédito deve ficar na mínima indicada pelas estimativas das empresas "na maioria dos casos".

 

Com informações: site Economia UOL

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